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Ceará receberá um grande volume de investimentos

Refinaria, siderúrgica, termelétrica a carvão e exploração de urânio. O Ceará está prestes a receber grandes investimentos que devem promover crescimento econômico no Estado
Exploração de urânio e instalação de uma siderúrgica e de uma termelétrica movidas a carvão. Isso sem falar da possibilidade de o Ceará abrigar uma usina de energia nuclear. Do ponto de vista financeiro, os projetos são gigantescos. Juntos, chegam à marca dos bilhões. Do ponto de vista ambiental, são projetos questionáveis. O POVO, então, traz a discussão sobre o custo do desenvolvimento econômico. Afinal de contas, vale tudo para crescer?

Para o Governo do Estado, todos esses investimentos são estratégicos e fundamentais para o crescimento econômico do Ceará. Na opinião do presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, o Estado deve promover a diversificação de sua matriz energética para atrair grandes empreendimentos. Ou seja, é necessário recorrer às termelétricas a carvão e às usinas nucleares. "A matriz energética do País tem que ser alterada por conta da dificuldade da implantação de grandes usinas hidrelétricas. Uma alternativa é a energia nuclear e os estados estão se preparando para isso. O Ceará tem capacidade de se colocar nessa disputa e obviamente estamos interessados porque precisamos gerar energia, é uma coisa prioritária do Governo, não podemos ficar dependentes. Por isso temos pressa de instalar a termelétrica a carvão e apostamos em fontes de energia eólica e solar", afirma.

O chefe de gabinete do governador, Ivo Gomes, disse, em entrevista à TV O POVO, que "não vale tudo para crescer" mas que a instalação das usinas nucleares "será muito bem-vinda". A opinião, no entanto, não é unânime nem no próprio Governo. O secretário-adjunto de Infra-Estrutura, Otacílio Borges, por exemplo, acha que o Ceará deve aproveitar as vocações naturais e investir em energia eólica e solar.

No caso do carvão, o próprio governador Cid Gomes defende com muito fervor o uso desse combustível, desde que associado à tecnologia. Ele chegou a dizer, após visita à termelétrica da empresa EDP em Portugal, que daria para "lamber o chão do lugar". Ou seja, com uso de tecnologia não haveria riscos de contaminação.

A ambientalista e professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Vanda Claudino Sales, rebate: "Tem sido dito na imprensa que a termelétrica que está sendo construída no Ceará não poluirá, mas a queima do carvão gera a concentração de gases que provocam o efeito estufa. O governador pode até lamber o chão mas o ar estará poluído".


5 CERTEZAS

1. Emprego e renda
A exploração de fosfato e urânio vai gerar renda e emprego para a população de municípios como Santa Quitéria, Itatira, Madalena e Canindé.

2. Crescimento nas exportações
Com o início da produção da Companhia Siderúrgica do Pecém, que será movida a carvão, o Estado vai ampliar o leque de produtos que são vendidos para o Exterior.

3. Geração de energia
A termelétrica, também a carvão, vai gerar 700 megawatts de energia caso realmente seja construída no Porto do Pecém.

4. Usina nuclear
Para aumentar sua produção de energia, o Ceará disputa com outros estados do Nordeste a chance de abrigar duas novas usinas de energia nuclear que virão para o Nordeste.

5. Crescimento do Estado
A maior geração de energia e a instalação de empreendimentos do porte da Companhia Siderúrgica do Pecém ajudam a atrair mais investimentos e, conseqüentemente, gerar mais renda para o Ceará.
14/02/2010

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