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Dados e Estatísticas do Turismo no Ceará

A vocação turística é uma potencialidade geral de uma região e uma riqueza que não está concentrada em um único ponto. Desta forma uma atitude planejada e descentralizada oferece melhores opções de desenvolvimento destas potencialidades, estimulando a atividade econômica regional.
A SETUR, partindo desta filosofia, adotou uma estratégia de ordenamento territorial do Estado feito em macrorregiões turísticas, resultantes da agregação geográfica de potencialidades físicas, atrativos naturais e culturais. Esta iniciativa visa facilitar o processo de desenvolvimento turístico de forma a articular as intervenções regionais, evitando superposição de ações e desperdício de recursos. Viabiliza, também, as modalidades turísticas potenciais e vocacionais que detenham condições de se manter com o tempo.
Ao todo são seis macrorregiões turísticas: Fortaleza-Região Metropolitana, Litoral Leste-Chapada do Apodi, Serras Úmidas-Baturité, Litoral Oeste-Serra da Ibiapaba, Sertão Central e Araripe-Cariri e, aglutinam regiões, centros e corredores turísticos, interligando o litoral, as serras e o sertão do Estado.

POSTOS DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS

A Secretaria do Turismo do Estado do Ceará mantém seis Postos de Informações para que o turista possa se orientar no seu passeio pelo Estado. Os postos estão localizados:
Aeroporto Pinto Martins: Av. Sen. Carlos Jereissati, 3000 FONE (085) 477.1667
Rodoviária Eng. João Thomé:Av. Borges de Melo, S/N Fone (085) 256.4080
Centro de Convenções Edson Queiroz:Av. Washington Soares, S/N Fone (085) 273.1622
Centro de Turismo:Av. Sen. Pompeu, 350 - Centro Fone (085) 1516/212.3566
Farol do Mucuripe:Rua Vicente de Castro, S/NFone (085) 263.1115
Cambeba (SETUR): Ed. SEPLAN - Térreo Fone (085) 218.1177 R. 249

DESEMPENHO RECENTE DO TURISMO NO CEARÁ

Demanda Turística
No período de 1995/98, a demanda via Fortaleza aumentou 70,3%, registrando um crescimento médio de 19,4% ao ano. No ano de 1998, a taxa de crescimento no fluxo turístico para o Estado do Ceará via Fortaleza foi de 33,8%. Para 1999, espera-se uma demanda de aproximadamente 1,6 milhões de turistas.
Evolução da Demanda Turística Via Fortaleza

Anos Demanda Índice(%) Variação(%)
1995 761.777 100,0 6,4
1996 773.247 101,5 1,5
1997 970.000 127,3 25,4
1998 1.297.528 170,3 33,8

No período 1996/98, a demanda turística via Fortaleza cresceu 67,8%, a demanda hoteleira cresceu 76,3% e a extra-hoteleira de 60,6%.
Quanto aos mercados emissores de turistas nacionais para o Estado do Ceará, no período 1996/98 a região Nordeste liderou com 40% da demanda, seguida pela região Sudeste, com participação média de 33,8%. No âmbito internacional, os maiores emissores de turistas foram os Estados Unidos, com 17,0%, a Itália, com média de 16,7%, e a Argentina, com 11,4 %. No conjunto, a participação do fluxo internacional na demanda total via Fortaleza saltou de 5,2% em 1996 para 6,1% em 1998.
Embora as informações ainda sejam preliminares, estima-se para o Estado, em 1998, uma demanda total de 3,8 milhões de turistas, sendo a movimentação no interior em torno de 2,5 milhões de turistas, com permanência média entre dois e três dias e gasto percapita em torno de R$150,00. Cerca de um terço desse fluxo é motivado pelos eventos religiosos, notadamente nos municípios de Juazeiro e Canindé. Segundo estudo realizado pela FIPE/EMbrATUR, 7,3% do turismo doméstico ocorrido no Brasil em 1998 aconteceu no Ceará, correspondendo a um total de 2,8 milhões de turistas. O município de Fortaleza surge como o terceiro maior destino do país com 2,5% da movimentação turística doméstica estimada em 38,2 milhões.
O fluxo turístico tem sido motivado, fundamentalmente, pelos atrativos naturais, visitas a familiares e amigos, negócios e eventos. Em 1998, o componente da demanda turística via Fortaleza, que apresentou maior crescimento foi o segmento de evento, cuja variação atingiu cerca de 119,4%, embora seu peso na composição do fluxo da demanda seja, ainda, de pouca representatividade (4,1% em 1998).


Oferta de Serviços Turísticos

De acordo com informações da Junta Comercial do Estado, entre 1994/96, o número de estabelecimentos prestadores de serviço turístico no Estado saltou de 24.659 para 31.194, registrando a criação de 6.535 novos estabelecimentos, cujo crescimento foi de 26,5%.
A Oferta Hoteleira de Fortaleza em dezembro de 1998 era composta de 169 estabelecimentos, com 6.350 UHs (apartamentos) e 14.776 leitos. Confrontando com dezembro de 1995, observa-se um crescimento de 12,7% no número de estabelecimentos, de 10,8% na disponibilidade de leitos e de 6,8% no número de UHs.
A oferta hoteleira em 49 municípios turísticos, situados no litoral e nos pólos de ecoturismo, é de 17.744 UHs com 23.769 leitos, de acordo com pesquisas efetuadas pela SETUR, no biênio 1997/98 em 479 meios de hospedagens. Como pode ser observado, a oferta está fortemente concentrada no litoral do Estado.


Impacto Sobre o PIB

No aspecto econômico-financeiro, no período 1995/98, o turismo via Fortaleza apresentou uma receita média anual de aproximadamente R$ 745,5 milhões, representando um impacto médio em torno de 4,2% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Ceará. O aumento na receita total gerada pelo turismo no período foi de 31,3%. A receita turística direta em 1998 foi de R$638,0 milhões, superando as exportações do Estado para o exterior, no mesmo ano, em 51,9%.
A respeito, deve ser lembrado que tais resultados levam em considerações apenas os gastos dos turistas que demanda ao Ceará através de Fortaleza. Em outras palavras, significa dizer que o impacto do turismo sobre o PIB no Ceará é, certamente, superior aos valores mencionados.
Se considerada a demanda turística total para o Ceará de 1998, ou seja, estimada em 3,8 milhões, mais um gasto percapita médio de R$300,00 e o multiplicador de 1,34 tem-se uma receita direta de R$1,15 milhões, o que corresponde a uma renda gerada (direta e indireta) de 1,5 bilhões, cujo impacto sobre o PIB sobe para 7,6%. Por outro lado, se considerado que o IPLANCE estima para o segmento Alojamento e Alimentação, em 1998, uma participação 3,7% sobre o PIB do Estado e que o peso desse segmento na estrutura dos gastos dos turistas seja de 36,6%, segundo pesquisa da SETUR. Pode-se calcular, em decorrência, que a participação do turismo no PIB é de 10,1%. Assim sendo, é muito provável que a participação do turismo na economia do Estado seja algo entre 8% e 10% do PIB. Segundo a EMbrATUR, entre 1990/95 a participação do turismo no PIB do Brasil oscilou entre 8,0% (1995) e 9,1% (1998). A OMT estima um percentual em torno de 10,0% no PIB Mundial.
A respeito, observa-se que o gasto de R$100,00 em hospedagem e alimentação gerará, por exemplo, um impacto de R$ 5,56 no setor de beneficiamento de alimentos, R$4,90 no setor de serviços prestados às famílias, R$4,02 no setor de transportes. Note-se, ainda, que no segmento Hospedagem e Alimentação o valor agregado (renda gerada) é de 51,18% e que um empregado, em média, gera uma produção no valor de R$ 1.000,00.


Empregos

No tocante à geração de emprego, o turismo exerce um elevado poder de empregabilidade por influenciar atividades altamente intensiva em mão-de-obra, com forte poder de interação na cadeia produtiva, via efeitos para frente e para trás.
A partir das informações da Junta Comercial do Ceará, estima-se que os estabelecimentos prestadores de serviços turísticos empregam cerca de 11,2% da população economicamente ativa do Estado.
É oportuno ressaltar que o custo de geração de emprego, estimado nos documentos do SEbrAE/CE, reporta-se, evidentemente, às escalas dimensionadas para pequenos e médios estabelecimentos. Considerando os investimentos na Carteira de Protocolos de Investimentos da SETUR, o custo de geração de empregos para as atividades prestadoras de serviços turísticos no Ceará varia entre R$4 mil e R$150 mil, dependendo do tamanho e da complexidade do empreendimento.


Interiorização do Turismo no Ceará

A interiorização do turismo objetiva desconcentrar os impactos da receita gerada pelos turistas que se destinam a Fortaleza. O reflexo dos esforços, neste sentido, podem ser percebidos no percentual de turistas que visitaram cidades e localidades fora da capital. Em julho de 1997, do total de turistas que se destinaram à Fortaleza, cerca de 60,5% visitaram outras localidades do Estado, entre os estrangeiros este percentual atingiu 80,9% e para os brasileiros 59,5%. Em julho de 1995, o índice de interiorização foi de 45,8%.
De um modo geral, de acordo com as pesquisas da SETUR, as preferências dos turistas, via Fortaleza, são marcadamente direcionadas para as localidades litorâneas com um percentual acima de 80,0%, com o restante dirigindo-se para outras localidades do Estado (serras e sertão). Para o conjunto das praias, os destaques foram as praias de Cumbuco, em Caucaia, Canoa Quebrada, no município de Aracati, Porto das Dunas, em Aquiraz, Morro Branco, no município de Beberibe e Jericoacoara, em Gijoca. O Quadro 12 apresenta a distribuição do fluxo turístico via Fortaleza no ano de 1998, onde observa-se uma acentuada preferência pelos municípios litorâneos.
No período 1995/97, foram implantados no litoral cearense cerca de 96 meios de hospedagens. Em 1995 foram implantados no litoral cearense um total de 41 estabelecimentos hoteleiros, criando uma oferta de 473 UHs e 986 Leitos. Em 1996, este número saltou para 44, representando um aumento de 7,31% no número de estabelecimentos. Já em 1997, no período entre Janeiro e Maio, foram criados 11 estabelecimentos, gerando uma nova oferta de 131 UHs e 355 Leitos. Do total de 479 meios de hospedagens, levantados em 49 municípios turísticos entre 1997/98, 64,7% estavam localizados no interior do Estado, abrangendo 45,9% da oferta de UHs e empregando, em média, 7 (sete) pessoas por estabelecimento.

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